sexta-feira, maio 04, 2018

# A MEIO DA NOITE #


Companhia Olga Roriz

Teatro Aveirense 4 de Maio 21.30h











quinta-feira, abril 12, 2018

O TITO UM ENSAIO SOBRE O PODER

Boa tarde. O meu nome é Joana. Obrigado por terem vindo.

O TITO - UM ENSAIO SOBRE O PODER, é um filho bastardo de outros dois espectáculos. A saber: GUIA PRATICO PARA ARTISTAS OCUPADOS, dirigido por Marco Paiva, nesta sala da Casa da Casa da Musica no Porto. E outro espectáculo dirigido por Albano Jerónimo, chamado UM LIBRETO PARA FICAREM EM CASA SEUS ANORMAIS, que em Junho de 2017 estreou no Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa. Estes dois espectáculos proponham uma ruptura , uma mudança, uma revolução. Ambos falharam. Este TITO escrito pela Cláudia Lucas Chéu, a partir do texto de William Shakespeare, TITO ANDRONICO, é a ultima tentativa que faremos para que tudo mude. Daqui a 60 minutos se o Mundo não for completamente diferente morreremos todos... ou quase todos... ou só alguns... bom, alguém vai morrer.”
 Dia 20 de Abril pelas 19h30 na Casa Da Musica no Porto


TITO - ENSAIO SOBRE O PODER a partir de Tito Andrónico de William Shakespeare, Co produção Crinabel Teatro e Casa da Musica (Porto) e teatronacional21 Estreia a 20 de Abril na Casa da Música, Porto Texto | Cláudia Lucas Chéu Direção | Marco Paiva Desenho de luz | Nuno Samora Espaço Sonoro | Digitopia Colective Fotografia | Paulo Pimenta Com Albano Jerónimo, António Coutinho, Andreia Farinha, Ana Rosa, Carolina Sousa Mendes, Carlos Jorge, Filipe Madeira, Hugo Fernandes, João Pedro Conceição, Joana Honório, Nelson Moniz, Rui Fonseca, Ricardo Peres,Tomás Almeida















Projecto "de abandono em abandono " MELISSA

Nesses dias em que minha mãe entra, convidando meu tio a dormir ali, na beira de mim, agarro com força os lençóis, mordo a fronha e fico depois horas abraçada a ti Melissa. Desde que o pai foi até ao longe que não posso ver, que todos me dizem sem medo te "pareceres a uma bruxa de olhar arregalado"... em cima do armário, de frente para a cruz santa de pau santo. A minha meninice... Não me vem à lembrança porque isto não conta pois não? O que dói não conta, certo? Então não me lembro de nada mais. Mas Melissa... tu sim, sabes de tudo e tens o poder de, apenas com o olhar fazer tremer de medo o tio e os primos que se metem comigo no escuro dos cobertores. A mãe diz que faz tudo por minhalma e das frestas da porta só percebo a sobra da frase: raspagem. Não sabendo o que é soa a Língua que não se aprende. Corro pelos ramos da janela e estendo o lençol até ao mar que dizem haver para além desta vida, onde sonho o Brasil ou a Austrália que vejo às escondidas na telenovela. Agarram-me por trás, já eu vou no sétimo céu, e fico-te com o coração mas a cabeça tua voa. Vai, abre um caminho pelas ondas fora e quando chegares ao outro lado do mundo conta tudo às crianças que são crianças... Deixa-as lavar loiça ou apanhar batatas, erguer tijolos ou andar de cara tapada, mas dá a cada uma a voz que fure orelhas por detrás das argolas e força nas mãos para estrangular os gigantes de roçadoira no queixo . Por favor, não te esqueças desta tua querida irmã dona, nem de como toda a gente deve poder comer farturas e fazer bolas de sabão.

quarta-feira, março 21, 2018

Dia Internacional da Síndrome de Down






Combater o fogo com Fogo. Como o humor pode ajudar a ultrapassar o trauma

O grupo Trigo Limpo teatro ACERT está a percorrer aldeias de Tondela e a pôr as pessoas a rir da própria desgraça. É uma forma de superação.

quinta-feira, março 15, 2018

Deixar ir na Onda













# O Resto de Nós na Cidade #

De abandono em abandono Com texto de Nuno F.Santos Fotos:Paulo Pimenta Que o nosso amor não acabasse à venda numa loja. Não foi um dos votos naquele Maio de 68 aquando do mundo a mudar e dos umbigos a desaparecer-nos por sob a família a crescer. Maio do século XX, claro. Pois poderia perfeitamente ser aquilo que não quiséssemos, mesmo, que acontecesse em palavra assumida no Registo albergue para os cigarros, por detrás do fumo e do beberete. Um dos consensos. Temos muitas diferenças por entre acordos de silêncio, mas sei que quando sou operado à próstata não há lâmina que te corte a presença no recobro. A primeira cara a seguir à lambadinha do enfermeiro e dos sons das máquinas. E a tua coluna tem a pomada diária... eu sei.... aqueço as mãos antes... eu sei. Há quem grave letras nas árvores, quem ache que os colchões de água são o mais extravagante da motelândia de trazer por casa, que o redondo fica sempre bem e que os viadutos ou os muros com postes a servir de planta servem para dormir debaixo... nunca por cima. Para nós são o passeio nocturno. Ver os carros e as casas a ser menos visíveis dá-nos a paz de sonhar com o escuro que ainda se faz e a cama lavada – nem sempre a tivemos por escassez de notas ou por riqueza de fluídos - e com o nosso suporte de tantas noites e manhãs apressadas... ah os tampos de aglomerado. O cheiro deles na cevada e o quarto frio contigo a seres o tesão a arrumares-te para o emprego e para a reforma. Arruma-te querida que vamos ao mar um dia destes. Decidimos a nossa cama, o nosso sofá, o nosso encosto. Decidimos o que comprámos ser de quem quer não por leilão ou moda vintage de qualquer loja, de qualquer venda. De quem quer. De quem quer ser a extensão do que dorme e usa com passado. O que tocamos e o que nos toca não é para ser vendido. Então que o nosso pobre amor, de humilde, seja partilhado com vista para a natureza urbana, que de toque vai tendo pouco. Não pagamos mais renda, mas estamos juntos em todas as camas que quiserem dois memoráveis que habitaram os prédios com acesso para as ilhas todas... antes das ilhas serem gourmet para quem as vem ver a falar em bando e em línguas que não conhecemos para lá das legendas da TDT.


quinta-feira, março 01, 2018

Deserto de Medeia
De Luisa Pinto